Lidar com a perda de um ente querido é um dos momentos mais difíceis da vida. Além do luto, a família frequentemente se depara com a pressão de resolver questões burocráticas complexas. Realizar o inventário em cartório surge como uma alternativa fundamental para organizar o patrimônio deixado, evitando que os bens fiquem bloqueados e gerem dívidas acumuladas. Neste artigo, vamos explicar de forma clara e sem termos complicados como funciona esse procedimento, quais são os custos envolvidos e como proteger o futuro financeiro da sua família com total segurança.
O que é e quando é permitido fazer o inventário em cartório?
O inventário extrajudicial é o procedimento feito diretamente em um tabelionato de notas para formalizar a divisão do conjunto de bens deixados pelo falecido, também conhecido como espólio. Conforme o Código Civil, para que essa modalidade rápida seja possível, é necessário cumprir alguns requisitos básicos. Tradicionalmente, todos os herdeiros devem ser maiores de idade, plenamente capazes e estar em total acordo sobre a divisão do patrimônio.
Recentemente, houve mudanças importantes na lei que facilitaram a vida das famílias. Segundo os avanços após a Resolução 571/2024 do CNJ, tornou-se viável realizar o procedimento extrajudicial até mesmo em algumas situações que antes exigiam a via judicial, trazendo muito mais flexibilidade. Para entender quem participa ativamente dessa divisão, é fundamental saber primeiro quem tem direito a herança e a ordem legal de sucessão.
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Quanto tempo leva um inventário feito em cartório?
Um inventário feito em cartório leva, em média, de 30 a 60 dias para ser totalmente concluído, desde que a documentação esteja correta e os impostos devidamente pagos. Essa agilidade é o maior benefício em comparação ao processo judicial, que frequentemente pode se arrastar por longos anos nos tribunais devido à sobrecarga do sistema.
No entanto, é crucial ficar muito atento aos prazos legais. Conforme a legislação brasileira, a família tem o prazo de 60 dias corridos, contados a partir do falecimento, para dar entrada no procedimento. Perder esse prazo resulta em multas pesadas sobre o imposto da herança. A viabilidade e vantagens no cenário atual confirmam que a via administrativa é a melhor escolha para quem busca rapidez e economia.
Qual o valor de um inventário no cartório?
O valor de um inventário no cartório depende diretamente do patrimônio total deixado pelo falecido. Os custos são divididos em três partes principais: as taxas do próprio tabelionato (chamadas de emolumentos), os honorários da assessoria jurídica e o ITCMD (imposto estadual cobrado sobre a herança). Cada estado possui uma tabela própria para as taxas e uma porcentagem específica para o imposto.
Muitas famílias se preocupam com esses gastos em um momento de fragilidade financeira. Se você não tem recursos imediatos, é possível entender como pagar inventário sem dinheiro, utilizando alvarás para venda de bens. Além disso, uma excelente notícia recente é que o inventário extrajudicial não exigirá mais pagamento prévio de imposto sobre transmissão em algumas etapas específicas, facilitando o fôlego financeiro.
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Quais são as desvantagens do inventário extrajudicial?
As principais desvantagens do inventário extrajudicial surgem quando há falta de dinheiro imediato para custear as taxas à vista ou quando existe qualquer tipo de briga entre os familiares. Se os herdeiros não concordarem com a divisão de um imóvel, por exemplo, o tabelião não poderá finalizar o ato, e o caso obrigatoriamente terá que ir para a Justiça.
Outra limitação ocorre quando o falecido deixou apenas dívidas e nenhum bem de valor. Nesses casos, a família precisa realizar um procedimento específico para provar que não há herança para quitar as cobranças. Entender inventário negativo o que é torna-se essencial para proteger o patrimônio pessoal dos filhos contra os credores do falecido.
Passo a passo e documentos necessários
A organização é a chave para resolver a burocracia com tranquilidade. O primeiro passo é buscar um profissional de confiança, pois a lei exige essa representação. Em seguida, a família deve reunir a documentação.

Para facilitar, detalhamos um guia completo com o passo a passo dos documentos exigidos:
- Certidão de óbito e documentos pessoais do falecido.
- Certidões de nascimento ou casamento atualizadas dos herdeiros.
- Certidão de inexistência de testamento.
- Comprovantes de propriedade de imóveis.
- Extratos bancários e documentos de veículos.
- Certidões negativas de dívidas federais, estaduais e municipais.
Após reunir a papelada, a equipe jurídica elabora a minuta da partilha, os impostos são calculados e todos assinam a escritura pública.
A importância de uma assessoria jurídica especializada
Muitas pessoas acreditam que, por ser feito fora do fórum, o procedimento administrativo dispensa cuidados técnicos. Isso é um erro. A lei determina que o inventário em cartório é possível, mas sem advogado jamais. O profissional é o responsável por garantir que a divisão seja justa.
Um erro na declaração dos bens ou no cálculo do imposto pode gerar multas altíssimas da Receita Estadual no futuro. A presença de uma assessoria jurídica humanizada traz segurança patrimonial e alivia a carga emocional da família, permitindo que vocês foquem apenas no processo de luto.
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Enfrentar a perda de alguém desestabiliza qualquer estrutura familiar. Nesse momento delicado, a última coisa que você precisa é de complicação com papéis e cartórios. A atuação da Grazieli Vetorassi Advocacia é pautada no acolhimento humano e na firmeza técnica para resolver seu problema legal com rapidez.
Nossa equipe analisa detalhadamente o patrimônio, busca as melhores alternativas legais para reduzir os impactos financeiros e conduz todo o procedimento com transparência. O objetivo é garantir a sua segurança patrimonial, evitando desgastes entre os herdeiros e assegurando que os direitos de todos sejam respeitados.
Comparativo: Judicial vs Extrajudicial
Para facilitar a compreensão, seguem as principais diferenças estruturais:
No procedimento em cartório (extrajudicial), o prazo médio varia de 1 a 2 meses, enquanto na justiça (judicial) pode levar anos, dependendo do fórum.
Quanto ao acordo entre herdeiros, no extrajudicial é obrigatório, ao passo que no judicial pode haver conflito.
Em relação ao custo financeiro, o extrajudicial geralmente apresenta valor menor, enquanto o judicial tende a ser mais oneroso.
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Perguntas Frequentes
Quais são 3 coisas que não entram no inventário?
Existem valores que são transmitidos automaticamente. Três exemplos comuns que não entram na partilha geral são: o seguro de vida (pago diretamente aos beneficiários), o saldo de FGTS (que pode ser sacado pelos dependentes habilitados) e contas conjuntas solidárias, onde o sobrevivente já possui acesso ao valor.
Posso fazer o procedimento no cartório se houver testamento?
Sim. Antigamente, a existência de um testamento obrigava a família a ir para a Justiça. Hoje, segundo o entendimento do STJ, se todos os herdeiros forem capazes e estiverem de acordo, é possível realizar a partilha no tabelionato, desde que o testamento tenha sido validado por um juiz.
Existe isenção dos custos do cartório?
A lei garante a gratuidade das taxas do tabelionato para herdeiros que comprovem não ter condições financeiras. No entanto, é importante ressaltar que essa isenção abrange apenas as taxas cartorárias, não isentando a família do pagamento do imposto estadual (ITCMD), que possui regras próprias de isenção.
O que acontece se eu perder o prazo de 60 dias?
Se o prazo de 60 dias após o falecimento não for respeitado, a principal consequência é a aplicação de uma multa sobre o valor do imposto da herança (ITCMD). Essa multa varia de acordo com o estado. Além disso, os bens permanecem bloqueados para venda ou saque.
Preciso ir ao cartório da cidade onde a pessoa faleceu?
Não. Diferente do processo judicial, o procedimento extrajudicial permite a livre escolha do tabelionato de notas. A família pode escolher o cartório que for mais conveniente, acessível ou que ofereça o melhor atendimento, independentemente de onde os bens imóveis estão localizados geograficamente.




